Pelo menos três pessoas morreram neste domingo (20) no Egito. Os mortos, vítimas de asfixia, estavam presentes em um protesto registrado na praça Tahrir, no Cairo. A informação foi confirmada pelo médico Abdullah Abdelrahmane, que dirige um hospital de campanha montado no local.
Conforme o médio, as mortes ocorreram depois que a polícia de choque empregou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que estavam no local.
De acordo com informações de autoridades locais, a praça segue ocupada pelos manifestantes. Eles resistiram às investidas da polícia, que foi obrigada a recuar para as ruas adjacentes.
A uma semana das primeiras eleições parlamentares desde a queda do presidente Hosni Mubarak, os manifestantes protestam contra um rascunho de Constituição que, segundo eles, permitiria aos militares manter muito poder após a eleição de um governo civil.
Os manifestantes exigem que o líder do governo militar do Egito, marechal Hussein Tantawi, renuncie e seja substituído por um conselho civil.
A violência no Cairo começou nesse sábado (19), quando a polícia tentou retirar manifestantes da praça após protestos na sexta-feira. Dois manifestantes foram mortos: um atingido por um tiro no Cairo e outro, por uma bala de borracha em Alexandria. Cerca de 750 pessoas ficaram feridas, 40 delas das forças de segurança, segundo a TV estatal egípcia. Manifestantes na capital incendiaram um prédio do governo e um carro da polícia e lançaram bombas caseiras e pedras contra os policiais. Na Praça Tahrir, a violência continuou até a noite, quando os policiais se retiraram para ruas nos arredores.
Os confrontos recomeçaram neste domingo, quando as forças de segurança tentaram conter manifestantes que se dirigiam para o prédio do Ministério do Interior, nas imediações da praça.