Além da troca de ministros, a reforma que a presidente Dilma Rousseff vai fazer no início de 2012 deve reduzir o número de pastas, segundo fontes do governo. No Planalto, o tema é tratado sem grande alarde e os ministros já foram proibidos de falar a respeito.
O governo tem inclusive um órgão consultivo para melhorar sua eficiência: Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade, formado por quatro empresários e quatro ministros. Jorge Gerdau, coordenador desse grupo, disse que é impossível trabalhar com essa quantidade de pastas (são 38 atualmente).
Nesse sentido, alguns ministérios devem voltar ao status de secretaria. A Secretaria de Portos deve retornar ao Ministério dos Transportes e a da Pesca voltar à Agricultura. A secretaria de Direitos Humanos pode ir para o Ministério da Justiça, assim como algumas das secretarias sociais (Igualdade Racial e Política para Mulheres). O receio é que essas mudanças façam a presidente perder capital político junto aos movimentos sociais.
Entre aqueles que estão perto da demissão, há Mário Negromonte (Cidades, Ana de Hollanda (Cultura) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). No Trabalho, além da saída de Carlos Lupi, o PDT pode perder o controle da pasta. No caso do Ministério da Agricultura, Dilma deve aconselhar o afastamento de Mendes Ribeiro para que ele trate de um câncer no cérebro.
O mais famoso da lista de prefeituráveis é o ministro da Educação, Fernando Haddad, que deseja ser prefeito de São Paulo. Luiz Sérgio (Pesca), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Iriny Lopes (Política para as Mulheres) também podem se despedir dos cargos por causa dos pleitos municipais.
O único acréscimo pode ficar por conta da pasta de Micro e Pequena Empresa, que ainda depende da aprovação do Congresso.