O Brasil saiu vitorioso do UFC 142, a segunda edição do evento no Rio de Janeiro. Na madrugada de domingo (15), o peso-pena (até 66 kg) José Aldo manteve o cinturão da categoria de forma espetacular. Acertou uma joelhada no meio do rosto do americano Chad Mendes e nocauteou o adversário, faltando apenas 1s para o fim do primeiro round. Além disso, os lutadores brasileiros venceram sete duelos contra estrangeiros, e perderam apenas um.
Aldo conquistou a 21ª vitória, terceira no UFC, em 22 combates no MMA. Já Mendes conheceu sua primeira derrota na carreira, na 12ª luta.
No segundo combate mais importante da noite, Vitor Belfort finalizou Anthony Johnson e voltou a figurar entre os principais candidatos a enfrentar Anderson Silva pelo título dos pesos-médios (até 84 kg). O americano lutou graças a um acordo feito com o brasileiro, que permitiu que ele lutasse pesando até o limite da categoria de cima, 93 kg. Com a derrota, ele corre o risco de ser demitido do UFC, já que o presidente, Dana White, não gostou da falta de comprometimento do atleta.
Destaque também para um erro grotesco da arbitragem brasileira, em luta de dois brasileiros. O experiente juiz Mario Yamasaki desclassificou Erick Silva, que havia nocauteado Carlo Prater, por julgar que o pupilo de Anderson Silva desferiu golpes na nuca do adversário. As imagens da TV, porém, mostraram que os socos foram legais.
Após a decisão polêmica, houve empurra-empurra na torcida, que só foi contido após a chegada dos seguranças. Wallid Ismail, ex-lutador e atual presidente do Jungle Fight, maior evento de MMA da América Latina, também ficou revoltado. Ao se retirar da área onde estava, perto do octógono, disparou contra Yamasaki: "Esse Mario Yamasaki é o pior árbitro que tem, é um m...”.
No card preliminar, destaque para a vitória de Gabriel Napão sobre Ednaldo Lula, a primeira por finalização na história do UFC Rio, já que na primeira edição nenhum combate terminou dessa maneira.