Brasília. Em mais um dos encontros setoriais que antecedem a primeira reunião ministerial de 2012, marcada para amanhã, a presidente Dilma Rousseff discutiu ontem as políticas econômicas do governo com os ministros do setor e os presidentes da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
Segundo fontes do Planalto, o governo planeja impulsionar investimentos públicos e privados para reanimar a economia no primeiro semestre, concentrando as despesas no primeiro semestre e adiando os sacrifícios que precisará fazer para equilibrar as contas.
Em meio à discussão sobre o tamanho do corte no Orçamento de 2012 - algo próximo a R$ 60 bilhões -, a presidente quer inverter a lógica adotada em anos anteriores para calibrar os gastos. Para isso, Dilma cobraria ontem uma lista de prioridades dos ministros para, só então, avaliar qual volume será bloqueado.
Ainda ficarão pendentes, para a próxima semana, as reuniões com os setores de Energia e Pré-Sal e Comunicação, além de assuntos relacionados ao Ministério do Meio Ambiente.
A presidente deve participar de uma nova reunião hoje, a partir das 15h, para tratar da organização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.
Reforma. Espera-se que, durante as reuniões, a presidente termine de definir as mudanças que fará na Esplanada. Ela já disse que pretende fazer alterações pontuais, mas tem sofrido pressões dos partidos da base.
Também no foco dos interesses partidários, o segundo escalão deve, da mesma forma, mudar muito pouco, com algumas exceções.
Algumas delas serão na Petrobras. Segundo o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), o presidente da estatal, José Gabrielli, deixará o cargo e dará lugar à diretora de Gás e Energia, Graça Foster. Em reunião com Gabrielli, a própria Dilma já teria discutido as saídas dos diretores financeiro, Almir Barbassa, e de Exploração e Produção, Guilherme Estrela.