O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, precisou ser levado a uma unidade de pronto-socorro, na madrugada de ontem, depois de reclamar de dores no peito na Penitenciária Professor Jason Soares Albergária, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Ele chegou à unidade com suspeita de infarto, que foi descartada. Segundo a cardiologista Marília Antonieta, Bola fez exames de sangue e um eletrocardiograma. Para ela, as dores que o ex-policial sentiu podem estar relacionadas a uma irritação gástrica, estresse ou algum problema relativo a seu histórico de asma.
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o criminoso deu entrada na unidade de saúde às 4h e foi atendido por um clínico-geral e por uma cardiologista. Ele foi medicado e escoltado de volta ao presídio às 10h30, com quadro de saúde estável.
Conforme o gerente do hospital, Alexsander Rodrigo Machado, três pacientes precisaram ser transferidos para outros leitos para que o réu pudesse ocupar uma sala de emergência.
Bola passou a maior parte do tempo sentado em uma maca. Oito policiais do Comando de Operações Especiais (Cope) fizeram a escolta, com o apoio da Polícia Militar.
Check-up. O advogado de Marcos Aparecido dos Santos, Zanone de Oliveira Junior, afirmou que vai entrar, na próxima semana, com um pedido na Justiça para que seu cliente seja autorizado a realizar uma bateria de exames.
Zanone disse que Bola se queixa de dores no peito desde março do ano passado, quando estava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, também na região metropolitana. Na época, ele foi atendido por uma enfermeira, que constatou água em seu pulmão. "Insistimos para ele fazer exames detalhados, porque as dores eram recorrentes, mas a penitenciária não liberou, dizendo que ele estava bem", afirmou o advogado.