Bertioga, São Paulo. O adolescente de 14 anos suspeito de dirigir o jet ski que matou uma menina de 3 anos, no sábado, vai se apresentar à polícia na próxima quinta-feira, junto com a família e seu advogado, segundo o delegado Marcelo Rodrigues.
No dia do acidente, Grazielly Almeida Lames passava férias com a família e brincava na areia com a mãe, na praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral paulista, quando foi atingida na cabeça pelo veículo em alta velocidade. Ela foi levada para o hospital municipal, de helicóptero, mas não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas afirmaram que viram o adolescente usando colete salva-vidas e pilotando o jet ski antes de atingir a criança. Segundo a polícia, ele teria abandonado o veículo e fugido com a família, de helicóptero.
O advogado da família, Maurimar Bosco Chiasso, disse, ontem, que o garoto ligou o jet ski, mas não o pilotava. "Ele deu a partida inadvertidamente, sem conhecimento do funcionamento da máquina. Foi quando o jet ski se projetou para a praia, sem piloto", disse.
O equipamento de segurança do jet ski não teria funcionado, pois deveria fazer o veículo rodopiar e não partir para a frente. "Pode ter havido um dano mecânico. Foi um fatídico acidente", destacou o advogado, ressaltando que, na hora do ocorrido, os pais do adolescente estavam em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde a família vive.
O garoto estava sob a responsabilidade dos padrinhos, que estavam em um condomínio de luxo próximo à praia. O menino estaria, portanto, sem a supervisão de um adulto.
O delegado Marcelo Rodrigues disse que o adolescente, os pais e os padrinhos devem depor na quinta-feira. "Se ficar provado que ninguém participou do ocorrido, o adolescente será punido por ato infracional, já que é menor de idade", informou. A pena, nesse caso, será decidida por um juiz.
Ontem, Grazielly foi enterrada, no cemitério municipal de Artur Nogueira (a 145 km de SP), cidade onde mora a família.